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	<description>&#34;E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará&#34;</description>
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		<title>Ação contra Ensino Religioso confessional</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 14:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Religioso]]></category>

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		<description><![CDATA[A Procuradoria Geral da República propôs ação no Supremo Tribunal Federal para restringir o ensino religioso nas escolas públicas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" ><a rel="attachment wp-att-345"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/acao-contra-o-ensino-religioso-confessional/attachment/rfb/" ></a><a rel="attachment wp-att-445"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/acao-contra-ensino-religioso-confessional/attachment/rfb-2/" ><img class="alignleft size-full wp-image-445"  title="rfb"  src="http://www.vivadeus.com/wp-content/uploads/rfb1.jpg"  alt=""  width="250"  height="150" /></a>A Procuradoria Geral da República propôs ação no Supremo Tribunal Federal para restringir o ensino religioso nas escolas públicas</p>
<p style="text-align: justify;" >O STF está próximo de julgar uma causa espinhosa. A Procuradoria Geral da República ajuizou ação direta de inconstitucionalidade para restringir o ensino religioso nas escolas públicas, limitando os termos do acordo do país com o Vaticano, que incluía expressamente esta questão.</p>
<p style="text-align: justify;" >O argumento do Ministério Público é a laicidade do Estado, ou seja, a impossibilidade de que seus órgãos públicos se vinculem a qualquer religião, estabelecendo algum tipo de exclusividade ou preferência.</p>
<p style="text-align: justify;" >A regra, tradicional nas democracias modernas, é resultado da separação entre Igreja e Estado, que no Brasil é contemporânea à proclamação da República. A separação contempla não apenas a proibição de uma religião oficial (como era a católica anteriormente), como estabelece a liberdade religiosa e a proteção a todo e qualquer culto.</p>
<p style="text-align: justify;" >Embora os atributos do Estado laico estejam na Constituição (art. 19, inciso I), a Carta Magna também prevê a existência do ensino religioso de caráter facultativo, nas escolas públicas.</p>
<p style="text-align: justify;" >A polêmica suscitada na argüição da Procuradoria diz respeito ao texto do acordo do Brasil com o Vaticano, um dos temas que provocou a visita do papa Bento XVI ao Brasil em 2007.</p>
<p style="text-align: justify;" >O acordo, que entre outras coisas estabelece o &#8220;estatuto da Igreja Católica no país&#8221;, seus direitos e, principalmente, suas imunidades, dispõe que o ensino religioso nas escolas públicas será &#8220;católico e de outras confissões religiosas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Procuradoria propõe que o STF entenda que o ensino da religião deva ser não-confessional, tratado como história das religiões e ministrado por professores leigos -nem católicos, nem de outras igrejas.</p>
<p style="text-align: justify;" >O conteúdo da disciplina consistiria apenas na exposição de doutrinas, das práticas, da história e de dimensões sociais das diferentes religiões e também das posições não religiosas, ou atéias.</p>
<p style="text-align: justify;" >O modelo de ensino religioso, não confessional, seria o único que não implicaria endosso a qualquer crença ou posição religiosa e, portanto, o único compatível com o Estado laico, segundo a petição do Ministério Público.</p>
<p style="text-align: justify;" >A possibilidade de que haja professores de diversas confissões religiosas, de fato, não elimina a preferência por uma religião. Apenas as religiões majoritárias têm membros em condições de participar das escolas, nos mais diversos municípios do país.</p>
<p style="text-align: justify;" >As escolas públicas não são, efetivamente, o local mais adequado para o ensino religioso.</p>
<p style="text-align: justify;" >Dada a separação entre o Estado e a Igreja, o papel de doutrinar espiritualmente as crianças não deve ser atribuído ao poder público, mas às famílias, em seu espaço privado, e aos órgãos confessionais de cada crença.</p>
<p style="text-align: justify;" >Já vai longe o tempo em que direito e religião se confundia no país. Durante dois séculos, vigoraram no Brasil as Ordenações Filipinas, estabelecendo diversas condenações de cunho religioso, como penas para a heresia e a blasfêmia.</p>
<p style="text-align: justify;" >A separação Igreja-Estado nos distingue das teocracias que ainda permanecem vivas, em que os julgamentos se impregnam de conteúdos morais, confunde-se crime e pecado, e as penas têm caráter fortemente intimidatório e violento. Foi assim, por exemplo, durante o governo Taleban, no Afeganistão e vem sendo no Irã, desde a revolução islâmica de 1979. Não por coincidência, regimes que praticam a lapidação (apedrejamento).</p>
<p style="text-align: justify;" >O julgamento da ação no STF deverá ser precedido, se atendido o pedido da Procuradoria Geral da República, de audiência pública, o que permitirá que várias linhas de pensamento, inclusive e principalmente as religiosas (como também aconteceu no julgamento da utilização de células tronco-embrionárias), se expressem.</p>
<p style="text-align: justify;" >Embora a questão judicial ainda esteja restrita à delimitação do ensino religioso, ela se articula diretamente com outros pontos polêmicos envolvendo a natureza laica do Estado, como a afixação de símbolos religiosos em prédios públicos.</p>
<p style="text-align: justify;" >Na última vez que a questão foi submetida a um órgão do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça negou a retirada de crucifixos dos fóruns, afirmando a vinculação destes a tradições culturais do país.</p>
<p style="text-align: justify;" >A questão é delicada e ressuscita o controvertido limite, entre a amplitude da liberdade religiosa e o constrangimento aos membros de outras religiões, obrigados a freqüentar os espaços públicos marcados pela fé alheia.</p>
<p style="text-align: justify;" >A melhor forma de preservar a liberdade religiosa de todos é tratar a religião como manifestação íntima, privada, a qual o Estado não deve estimular, nem tampouco reprimir.</p>
<p style="text-align: justify;" >O uso de símbolos religiosos em espaços públicos, como a sede de tribunais, ofende a laicidade, por conferir um estatuto oficial à determinada religião, qualquer que seja ela.</p>
<p style="text-align: justify;" >Mas as manifestações religiosas de cunho particular, como a utilização de vestes, tal qual o véu islâmico, não podem ser vedadas justamente pelas garantias da liberdade individual e de crença, previstas na Constituição.</p>
<p style="text-align: justify;" >Ao Estado laico, portanto, não cabe fomentar a catequese nem admitir a discriminação.</p>
<p style="text-align: justify;" >Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de &#8220;Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho&#8221; (LTr) e autor de &#8220;Crime Impossível&#8221; (Malheiros) e do romance &#8220;Certas Canções&#8221; (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.</p>
<h6 style="text-align: right;" >Fonte: Terra Magazine &#8211; Quarta, 25 de agosto de 2010</h6>
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		<title>Execução pública de cristãos é mais comum do que se pensa</title>
		<link>http://www.vivadeus.com/internacionais/execucao-publica-de-cristaos-e-mais-comum-do-que-se-pensa/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 17:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[perseguição cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar das perseguições, acredita-se que até 30 mil norte-coreanos pratiquem o Cristianismo secretamente em suas casas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" ><a rel="attachment wp-att-369"  href="http://www.vivadeus.com/internacionais/execucao-publica-de-cristaos-e-mais-comum-do-que-se-pensa/attachment/creia_norte/" ><img class="alignleft size-full wp-image-369"  title="creia_norte"  src="http://www.vivadeus.com/wp-content/uploads/creia_norte.jpg"  alt=""  width="200"  height="123" /></a>Apesar das perseguições, acredita-se que até 30 mil norte-coreanos pratiquem o Cristianismo secretamente em suas casas.</p>
<p style="text-align: justify;" >COREIA DO NORTE &#8211; Um relatório divulgado nesta sexta-feira por ativistas sul-coreanos de direitos humanos denuncia o suposto aumento no número de execuções de cristãos na Coreia da Norte, algumas até públicas.No documento, elaborado pela ONG Comissão Investigativa de Crimes contra a Humanidade, os ativistas afirmam que uma mulher foi executada publicamente no mês passado, em um vilarejo no norte, próximo à fronteira com a China.<br/>
Ela teria sido acusada de distribuir bíblias e de espionar para a Coreia do Sul e para os Estados Unidos, além de supostamente articular o movimento dissidente.</p>
<p style="text-align: justify;" >Os pais, o marido e os filhos da moça foram todos enviados para um campo de trabalho forçado.</p>
<p style="text-align: justify;" >É difícil confirmar estes relatos já que o país é muito fechado, mas é a Coreia do Norte é conhecida por sua intolerância à religião. No país comunista, qualquer religião é vista como grave ameaça ao Estado.</p>
<p style="text-align: justify;" >Para o governo norte-coreano, qualquer forma alternativa de organização social é considerada como adversário da ideologia dominante, ela mesmo quase religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;" >Bíblia e tortura</p>
<p style="text-align: justify;" >Só o fundador do país, Kim Il-sung, e seu filho, Kim Jong-il, podem ser celebrados em cerimônias públicas.</p>
<p style="text-align: justify;" >O governo dos Estados Unidos afirma que a posse de uma bíblia na Coreia do Norte pode levar a tortura e desaparecimento.</p>
<p style="text-align: justify;" >Apesar das perseguições, acredita-se que até 30 mil norte-coreanos pratiquem o Cristianismo secretamente em suas casas.</p>
<p style="text-align: justify;" >O governo norte-coreano parece ter endurecido as suas posições, desde a repressão à política de defesa e relações internacionais.</p>
<p style="text-align: justify;" >Analistas dizem que essa pode ser uma forma de o governo se sustentar durante o processo de sucessão na Coreia do Norte, já que se acredita que Kim Kong-il esteja muito doente e preparando o filho mais novo, Kim Jong-un, para ser o novo líder norte-coreano.</p>
<p style="text-align: justify;" >Separe um tempo em seu dia hoje e interceda por nossos irmãos na Coreia do Norte. É muito difícil ter informações sobre como os cristãos sobrevivem no país, por isso é necessário que oremos constantemente em favor deles. Aproveite a oportunidade para mobilizar a sua Igreja para orar nesse propósito.</p>
<h6 style="text-align: right;" >Fonte: <a href="http://portasabertas.org.br"  target="_blank" >Portas Abertas</a></h6>
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		<title>Classificação de países por perseguição cristã 2010</title>
		<link>http://www.vivadeus.com/internacionais/classificacao-de-paises-por-perseguicao-crista-2010/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 15:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[perseguição cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[A presente Classificação de países por perseguição foi produzida com base em eventos decorridos entre 1º de novembro de 2008 e 31 de outubro de 2009. Portanto, os meses de novembro e dezembro de 2009 não foram considerados para esta edição.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-327"  href="http://www.vivadeus.com/?attachment_id=327" ></a></p>
<p style="text-align: justify;" ><a rel="attachment wp-att-335"  href="http://www.vivadeus.com/internacionais/classificacao-de-paises-por-perseguicao-crista-2010/attachment/mapa_perseguicao/" ><img class="alignnone size-full wp-image-335"  title="mapa_perseguicao"  src="http://www.vivadeus.com/wp-content/uploads/mapa_perseguicao.jpg"  alt=""  width="566"  height="399" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" >A presente Classificação de países por perseguição foi produzida com base em eventos decorridos entre 1º de novembro de 2008 e 31 de outubro de 2009. Portanto, os meses de novembro e dezembro de 2009 não foram considerados para esta edição.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Classificação de países por perseguição é compilada a partir de um questionário de 50 perguntas que cobrem vários aspectos da liberdade religiosa. Às respostas são atribuídos pontos, dependendo da resposta obtida. O total de pontos por país determina sua posição na Classificação.</p>
<p style="text-align: justify;" >O critério de seleção é resultado de um questionário específico desenvolvido com perguntas padronizadas sobre: a situação legal dos cristãos no país; a atitude do regime político em relação à comunidade cristã; a liberdade da Igreja para organizar eventos; o papel da Igreja na sociedade; o tratamento de cristãos considerados individualmente; e outros fatores limitadores da vida de igrejas e cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;" >O Cazaquistão saiu da Classificação não porque a situação melhorou, mas porque outros países tiveram uma piora na questão da liberdade religiosa. Isso pode mudar se o Cazaquistão implementar leis mais resistentes à religião no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;" ><span style="color: #005978;" ><strong>OS DEZ MAIS<br/>
</strong></span></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"  width="480"  height="385"  codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" ><param name="allowFullScreen"  value="true" /><param name="allowscriptaccess"  value="always" /><param name="src"  value="http://www.youtube.com/v/L2DmLULc5sE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen"  value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash"  width="480"  height="385"  src="http://www.youtube.com/v/L2DmLULc5sE?fs=1&amp;hl=pt_BR"  allowfullscreen="true"  allowscriptaccess="always" ></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>1. Coreia do Norte<br/>
</strong><br/>
Na primeira posição da nova Classificação está novamente a Coreia do Norte, o país em que toda atividade religiosa é vista como uma rebelião aos princípios socialistas que imperam. A situação dos cristãos é extremamente aguda neste momento, embora o regime norte-coreano esteja deixando aos poucos a mão-de-ferro com a qual controlava a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;" >Pela mobilização de cada recurso do poder, A Coreia do Norte tenta manipular a sociedade a fim de exterminar atividades cristãs, e usa todos os meios de poder para isso. Foram feitas pesquisas, e descobriu-se muitos cristãos secretos no país.foram expostos durante pesquisas estritas da Coreia do Norte. Diz-se que os cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas.</p>
<p style="text-align: justify;" >Apesar dessa situação desumana, A Igreja está florescendo, e aumentam também as chances de pregar o evangelho, especialmente para aqueles que vivem em cidades perto da China.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>2. Irã<br/>
</strong><br/>
Neste ano, o Irã ultrapassou a Arábia Saudita e está agora na segunda posição.</p>
<p style="text-align: justify;" >O número total de pontos registrados diminuiu devido à ausência de relatos de cristãos assassinados. A onda de prisões que começou em 2008 continuou com a mesma força ao longo de 2009, com cerca de 85 cristãos presos. Acredita-se que o governo usam as detenções para tirar a atenção da população quanto aos problemas internos, como o tumulto causado depois da reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho.</p>
<p style="text-align: justify;" >A maior parte dos presos foi maltratada na prisão. Embora a maioria tenha sido libertada, os processos continuam pendentes e os cristãos podem ser condenados a qualquer momento.</p>
<p style="text-align: justify;" >Muitos dos que foram libertados estão sob observação e sofrem ameaças. As detenções causaram o grande medo entre os cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;" >Algumas igrejas foram fechadas em 2009, e o motivo primário foi o fato de ex-muçulmanos frequentarem os cultos.</p>
<p style="text-align: justify;" >O islã é a religião oficial no Irã, e todas as leis devem ser compatíveis com a interpretação oficial da sharia (lei islâmica). Embora os cristãos de origem armênia e assíria sejam uma minoria religiosa reconhecida, eles relataram que alguns dos seus foram detidos, vítimas de abuso físico e discriminados.</p>
<p style="text-align: justify;" >Essas igrejas têm permissão para fazer cultos em sua própria língua, mas são proibidas de ministrar aos muçulmanos que falam o persa, idioma oficial do Irã. Segundo a sharia, qualquer muçulmano que deixar o islamismo enfrenta a pena de morte.</p>
<p style="text-align: justify;" >Algumas igrejas têm a polícia secreta vigiando seus cultos. Aqueles que são ativos em suas igrejas ou grupos domésticos estão sob pressão. São interrogados, presos e agredidos.</p>
<p style="text-align: justify;" >Além da pressão das autoridades, os cristãos também enfrentam a pressão da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>3. Arábia Saudita<br/>
</strong><br/>
A Arábia Saudita foi da segunda posição para a terceira. Isso não significa que a situação da liberdade religiosa no país tenha melhorado. O número menor de pontos foi causado pela ausência de relatos de cristãos assassinados ou agredidos. Houve só um caso de prisão: um pároco estrangeiro sentiu-se obrigado a abandonar o país depois de receber ameaças de morte, algumas da própria mutaween, a polícia religiosa saudita.</p>
<p style="text-align: justify;" >Não há liberdade religiosa existe no reino saudita, onde só se permite que cidadãos tenham uma religião: o islamismo. Não há garantias legais de liberdade religiosa. O sistema legal é baseado na sharia (lei Islâmica). A apostasia (converter-se a outra religião) é punível com morte se o acusado não se retratar.</p>
<p style="text-align: justify;" >Embora o governo reconheça o direito dos não-muçulmanos de cultuar em particular, o culto público não-muçulmano é proibido.</p>
<p style="text-align: justify;" >Os não-muçulmanos que realizam tais atividades correm risco de serem detidos, açoitados, deportados e, às vezes, torturados. Ex-muçulmanos também correm risco de serem mortos pelos próprios parentes, para limpar o nome da família.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>4. Somalia<br/>
</strong><br/>
Durante o período coberto pela reportagem, a situação na Somália piorou. As forças etíopes deixaram o país em janeiro de 2009, e Sheikh Sharif Sheikh Ahmad, da Aliança pela Reliberação da Somália, foi feito presidente pelo parlamento do governo provisório.</p>
<p style="text-align: justify;" >Em abril de 2009, o parlamento aprovou unanimemente a adoção da sharia (lei islâmica), esperando assim obter o apoio da população, distanciando-a das milícias islâmicas que lutam pelo controle da nação.</p>
<p style="text-align: justify;" >Os cristãos são monitorados pelo governo e pelas milícias. O grupo extremista al-Shabaab está caçando os cristãos, e recebemos relatórios de menos 11 assassinatos. Outros foram raptados, presos ou agredidos.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Constituição provisória provê liberdade religiosa, mas na prática, esse direito é pouco respeitado, porque a Constituição também estabelece o islamismo como a religião nacional, e afirma que as leis não podem contradizer o islamismo.</p>
<p style="text-align: justify;" >A maioria dos cristãos vive no sul da Somália. Eles estão em pequeno número, são severamente perseguidos e praticam sua fé em segredo, em condições extremamente perigosas. Outros cristãos somalis vivem como refugiados em países vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>5. Maldivas<br/>
</strong><br/>
No arquipélago das Maldivas, o islamismo é a religião oficial e todos os cidadãos devem ser muçulmanos. A perseguição aos cristãos nas Maldivas é sistemática: a legislação proíbe a prática de qualquer religião exceto o islamismo; o governo considera-se o protetor e defensor da religião; as igrejas são proibidas; a importação de materiais cristãos é proibida; a discriminação de não-muçulmanos é total; o controle social é enorme e os maldívios concordam com a suspensão de qualquer religião que não seja o islamismo.</p>
<p style="text-align: justify;" >No país – um dos menos evangelizados do planeta – há apenas um punhado de cristãos maldívios, que praticam a sua fé particularmente, temendo ser descoberto.</p>
<p style="text-align: justify;" >Não há registro de ex-muçulmanos mortos por apostasia nas Maldivas.</p>
<p style="text-align: justify;" >Não houve melhora na liberdade religiosa no país durante o período coberto pela pesquisa. Houve dois relatórios sobre estrangeiros cristãos que foram deportados depois se encontrou materiais cristãos em sua bagagem.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>6. Afeganistão<br/>
</strong><br/>
Ser cristão no Afeganistão ainda é difícil, em particular porque a Constituição é baseada em princípios Islâmicos. Além disso, o islamismo é a religião estatal e as leis não podem contradizer essas crenças religiosas.</p>
<p style="text-align: justify;" >O amo de 2009 foi duro para a Igreja, uma vez que o islamismo aumentou sua influência com a expansão do Talebã em muitas províncias. O Talebã ameaçou imigrantes, agentes sociais cristãos e a igreja local.</p>
<p style="text-align: justify;" >A pressão da família e da sociedade é ainda imensa. Quem não esconde sua conversão ao cristianismo é ameaçado até de morte pelos parentes. As ameaças têm o objetivo de trazer angústia, medo e de forçá-los a renunciar a nova fé. Em alguns casos, os novos recém-convertidos são hostilizados e há casos de sequestro. Além disso, eles enfrentam discriminação na escola, no trabalho e nos serviços públicos. Consequentemente, muitos preferem não expressar publicamente sua fé em Cristo, nem se sentem seguros para se reunir com outros irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;" >As informações que recolhemos não indicaram assassinatos religiosos. Apesar de toda a dificuldade, a Igreja está crescendo no Afeganistão.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>7. Iêmen<br/>
</strong><br/>
O Iêmen continua na sétima posição, mas o total de pontos aumentou. Em 9 de junho passado, agentes de saúde cristãos estrangeiros foram raptados por homens armados. Depois de alguns dias, os corpos de três deles foram encontrados, horrivelmente mutilados. O destino dos outros seis ainda permanece desconhecido. Durante o período coberto pela reportagem, houve um aumento na apreensão de materiais cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Constituição iemenita garante liberdade religiosa, mas também declara que o islamismo é a religião estatal e que a sharia é a fonte de toda a legislação. O governo permite que imigrantes pratiquem sua fé, mas os cidadãos iemenitas não podem se converter a qualquer religião. Ex-muçulmanos podem sofrer pena de morte se forem descobertos.</p>
<p style="text-align: justify;" >Pregar a muçulmanos é proibido. Os que se convertem encontram a oposição das autoridades e também de grupos extremistas, que ameaçam os “apóstatas&#8221; de morte, se não se retratarem.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>8. Mauritânia<br/>
</strong><br/>
A situação na Mauritânia deteriorou-se gravemente em 2009 devido ao assassinato de um agente social cristão em junho de 2009; à prisão e de 35 cristãos mauritanos no mesmo mês; e a detenção de um grupo de 150 cristãos subsaarianos em agosto, por realizar seu próprio culto (essas reuniões só são permitidas a algumas igrejas católicas e protestantes).</p>
<p style="text-align: justify;" >A autoria do assassinato foi reclamado pela al-Qaeda no Magreb, um grupo terrorista da origem argelina ligado à al-Qaeda. A polícia, entretanto, foi responsável pela detenção e tortura dos cristãos mauritanos e subsaarianos.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Constituição do país o define como república islâmica e reconhece o islamismo como a religião dos cidadãos e do Estado. O governo limita a liberdade de religião proibindo a impressão e distribuição de materiais religiosos não-islâmicos e a evangelização de muçulmanos.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>9. Laos<br/>
</strong><br/>
A igreja é relativamente pequena, mas continua a crescer. Há cerca de 200 mil cristãos, a maior parte pertence a minorias étnicas.</p>
<p style="text-align: justify;" >Não houve melhora na liberdade religiosa do país em 2009.</p>
<p style="text-align: justify;" >A perseguição no Laos inclui algumas restrições na legislação. A atitude do governo é negativa e restritiva em relação aos cristãos – todos são estritamente vigiados por serem considerados agentes dos EUA para trazer a democracia ao Laos.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Igreja não pode funcionar livremente e suas atividades sociais são limitadas.</p>
<p style="text-align: justify;" >Os cristãos são diminuídos na família e na aldeia. A pessoa que renuncia o culto a espíritos sofre grande pressão social.</p>
<p style="text-align: justify;" >Algumas vezes, os cristãos são detidos, e muitos experimentam abuso físico e emocional para renunciar a nova fé. Em 2009, dois cristãos foram mortos; outros 21 foram detidos sem julgamento.</p>
<p style="text-align: justify;" >Cristãos têm sido fisicamente agredidos regularmente, e um pequeno número de igrejas foi destruído ou danificado. Apesar do alto nível de perseguição no Laos, há muitas atividades não-registradas e a Igreja parece crescer.</p>
<p style="text-align: justify;" ><strong>10. Uzbequistão</strong></p>
<p style="text-align: justify;" >A liberdade religiosa no Uzbequistão deteriorou-se durante o ano passado. A atmosfera ficou mais anti-protestante. Isso ficou evidente no aumento de invasões a cultos cristãos e no confisco de livros. Muitos cristãos foram presos e multados, líderes foram interrogados e sofreram abuso físico e mental em delegacias.</p>
<p style="text-align: justify;" >Parentes de cristãos usam o abuso físico para pressioná-los a se converter ao islamismo.</p>
<p style="text-align: justify;" >Outro sinal de mudança é o fato de as autoridades usarem os meios de comunicação para difamar os cristãos. Foi exibido um documentário na televisão, originalmente transmitido no maio de 2008, denominado “Nas garras da ignorância”. No filme, os cristãos são retratados de modo negativo, identificados com seitas e descritos como satanistas. Cristãos ativos na igreja foram acusados de drogar e dinheiro para atrair pessoas ao cristianismo. O programa também afirmou que a “seita protestante” tenta atrair crianças.</p>
<p style="text-align: justify;" >O documentário foi reprisado várias vezes, mais recentemente em setembro de 2009, e já foi lançado em DVD. O impacto foi intimidador, resultando em sentimentos anti-cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;" >Apesar da perseguição, a Igreja no Uzbequistão continua a crescer. Muitos cristãos procuram formas de pregar o evangelho. Eles enfrentam muitos obstáculos – por exemplo, a pregação e o louvor na língua uzbeque são proibidos, e as comunidades não podem obter o registro. Sem ele, as reuniões são ilegais.</p>
<p style="text-align: right;" >Tradução: Missão Portas Abertas</p>
<h6 style="text-align: right;" >Fonte: <a href="http://portasabertas.org.br"  target="_blank" >Portas Abertas</a></h6>
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		<title>Ação contra o Ensino Religioso Confessional</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 15:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Religioso]]></category>

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		<description><![CDATA[Ensino Religioso em escolas públicas só pode ser de natureza não-confessional, com proibição de admissão de professores na qualidade de representantes das confissões religosas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" ><a rel="attachment wp-att-307"  href="http://www.vivadeus.com/?attachment_id=307" ></a><a rel="attachment wp-att-319"  href="http://www.vivadeus.com/?attachment_id=319" ></a><a rel="attachment wp-att-345"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/acao-contra-o-ensino-religioso-confessional/attachment/rfb/" ><img class="alignleft size-full wp-image-345"  title="rfb"  src="http://www.vivadeus.com/wp-content/uploads/rfb.jpg"  alt=""  width="250"  height="150" /></a>No dia 05 de agosto de 2010 (quinta-feira), a Procuradora Deborah Duprat, da Procuradoria Geral da República, propôs uma AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, com pedido de medida cautelar, a fim de que o Supremo Tribunal Federal realize a interpretação conforme a constituição do art. 33, caput e §§ 1° e 2° da Lei n° 9.394/1996, para assentar que o Ensino Religioso em escolas públicas só pode ser de natureza <strong>não-confessional</strong>, com proibição de admissão de professores na qualidade de representantes das confissões religosas.</p>
<p style="text-align: justify;" >Ao mesmo tempo, solicita que o Supremo profira decisão de interpretação conforme a redação do artigo 11, § 1°, do <strong>Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil</strong>, aprovado pelo Congresso Nacional e promulgado pelo Presidente da República através do Decreto n° 7.107/2010, para assentar que o ensino religioso em escolas públicas só pode ser de natureza <strong>não-confessional</strong> ou que seja declarada a insconstitucionalidade do trecho <strong>”católica e de outras confissões religiosas”</strong>, constante no referido Acordo.</p>
<p style="text-align: justify;" >A procuradora Deborah Duprat defende que o Estado é laico e, portanto, não deve oferecer ensino religioso confessional nas escolas públicas. &#8220;A escola pública não é lugar para o ensino confessional, pois este tem por propósito inculcar nos alunos princípios e valores religiosos partilhados pela maioria&#8221;, diz a ação.</p>
<p style="text-align: justify;" >A Procuradoria Geral da República admite o estudo das religiões desde que seja sob a perspectiva histórica e comandada por professores, &#8220;sem qualquer tomada de partido&#8221; e sem a participação de pessoas vinculadas a igrejas.</p>
<p style="text-align: justify;" >Esta AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE foi ao encontro de todo o movimento coordenado pelo FONAPER contrário à aprovação do Art. 11 do Acordo Brasil Santa Sé, realizado em 2009.</p>
<p style="text-align: justify;" >Para o FONAPER, a redação do Art. 11 do Acordo Brasil-Santa Sé propõe uma <strong>outra redação</strong> à Lei nº. 9.475, (artigo 33 da LDBEN 9.394/1996), sancionada em 1997, cujo conteúdo sugere e encaminha uma outra concepção de Ensino Religioso, e conseqüente organização curricular.</p>
<p style="text-align: justify;" >O caput do Art. 33 da Lei nº. 9.475/1997, <strong>não orienta que o Ensino Religioso seja de uma e outra denominação religiosa</strong>. Em princípio, enquanto componente curricular, o Ensino Religioso deve atender à função social da escola, em consonância com a legislação do Estado Republicano Brasileiro, respeitando, acolhendo e valorizando as diferentes manifestações do fenômeno religioso no contexto escolar, a partir de uma abordagem pedagógica que estuda, pesquisa e reflete a diversidade cultural-religiosa brasileira, vedadas quaisquer formas de proselitismos.</p>
<p style="text-align: justify;" >O Art. 11 do Acordo, ao preconizar um Ensino Religioso <strong>“católico e de outras confissões religiosas”</strong>, encaminha uma outra concepção para esta disciplina, ao propor segmentar, ou seja, disciplinar por confissões religiosas, limita sua abordagem a cada perspectiva religiosa, o que conota confessionalidade.</p>
<p style="text-align: justify;" >Um Ensino Religioso, ao ser caracterizado como sendo de uma única confissão religiosa, assume a tarefa de transmitir conhecimentos de determinada confissão, atividade de responsabilidade das respectivas confissões, nos seus espaços específicos de culto e estudo, uma vez que esta visa à formação da pessoa a partir de uma concepção religiosa particular (Ensino Religioso Confessional).</p>
<p style="text-align: justify;" >O FONAPER compreende que o Estado deve promover e respeitar a diversidade cultural religiosa, que transita no cotidiano escolar, permitindo que todos os educandos tenham acesso ao <strong>conjunto dos conhecimentos religiosos</strong>, que integram o substrato das culturas, <strong>vedadas quaisquer formas de proselitismo</strong> garantindo a liberdade religiosa dos cidadãos e assumindo o compromisso da construção de uma escola, que proporcione a inclusão de todos, pelo acesso e pela valorização dos conhecimentos de <strong>todas as culturas e tradições religiosas, para e com todos</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;" >Acesse o conteúdo do pedido de AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE , <a href="http://www.gper.com.br/newsletter/5eeb0c3f0a25b74bac8ffee7aa8187fc.pdf"  target="_blank" >clicando aqui</a>.</p>
<p style="text-align: right;" ><span style="font-size: xx-small;" >Fonte: Fonaper</span></p>
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		<title>&#8220;Os novos evangélicos&#8221;, a nova reforma protestante</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 17:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[nova reforma]]></category>

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		<description><![CDATA[Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" ><a rel="attachment wp-att-264"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/os-novos-evangelicos-a-nova-reforma-protestante/attachment/nova_reforma/" ></a><a rel="attachment wp-att-264"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/os-novos-evangelicos-a-nova-reforma-protestante/attachment/nova_reforma/" ></a><a rel="attachment wp-att-264"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/os-novos-evangelicos-a-nova-reforma-protestante/attachment/nova_reforma/" ></a><a rel="attachment wp-att-264"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/os-novos-evangelicos-a-nova-reforma-protestante/attachment/nova_reforma/" ><img class="alignleft size-full wp-image-264"  title="nova_reforma"  src="http://www.vivadeus.com/wp-content/uploads/nova_reforma.jpg"  alt=""  width="300"  height="200" /></a>Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;" >Irani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.</p>
<p style="text-align: justify;" >Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.</p>
<p style="text-align: justify;" >Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.</p>
<p style="text-align: justify;" >Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro na última pág.). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.<br/>
Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;" >Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”</p>
<p style="text-align: justify;" >Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”</p>
<p style="text-align: justify;" >Sites como Pavablog, Veshame Gospel, Irmãos.com, Púlpito Cristão, Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.</p>
<p style="text-align: justify;" >A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”</p>
<p style="text-align: justify;" >Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;" >“O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar. É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia” VALTER RAVARA, “ecocapelão”, criador do Instituto Gênesis 1.28 e da Bíblia verde</p>
<p style="text-align: justify;" >A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.</p>
<p style="text-align: justify;" > </p>
<p style="text-align: right;" ><em>Revista Época / Gospel Prime / JovemX.com / Zoenet</em></p>
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		<title>Arqueólogos descobrem templo filisteu</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 23:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[Filisteus]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[Arqueólogos em Israel, recentemente, descobriram um templo filisteu no local onde teria sido a cidade natal do gigante guerreiro Golias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" ><a rel="attachment wp-att-287"  href="http://www.vivadeus.com/noticias/arqueologos-descobrem-templo-filisteu/attachment/arqueologos_templo_filisteu/" ><img class="alignleft size-full wp-image-287"  title="arqueologos_templo_filisteu"  src="http://www.vivadeus.com/wp-content/uploads/arqueologos_templo_filisteu.jpg"  alt=""  width="179"  height="126" /></a>Arqueólogos em Israel, recentemente, descobriram um templo filisteu no local onde teria sido a cidade natal do gigante guerreiro Golias.</p>
<p style="text-align: justify;" >As ruínas do templo estão localizados na antiga cidade de Gate e remonta ao século 10 a.C., de acordo com o Prof. Aren Maeir do Departamento Martin de Estudos e Arqueologia das Terras de Israel da Universidade Bar Illan. O templo descoberto tem uma imagem arquitetônica semelhante ao descrito na história bíblica de Sansão, que derrubou o templo do filisteu Dagon sobre si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;" >“Nós não estamos dizendo que este é o mesmo templo onde a história de Sansão ocorreu ou mesmo que a história não ocorreu,” disse Maeir, que dirigiu a escavação no local durante os últimos 13 anos, ao The Jerusalem Post, na semana passada. “Mas isso nos dá uma boa idéia de que a imagem de qualquer um que tenha escrito a história, teria sido de um templo filisteu.”</p>
<p style="text-align: justify;" >Este é o primeiro templo filisteu encontrado em Gate.</p>
<p style="text-align: justify;" >Além da descoberta do templo, a equipe também encontrou provas de um grande terremoto do século 8 a.C. que poderia ser o terremoto mencionado nos livros de Isaías e Amós.</p>
<p style="text-align: justify;" >“Se os sismólogos estão certos, um terremoto de 8 graus na escala Richter teria nivelado uma grande cidade,” disse Maeir. “A intensidade da energia necessária para mover as paredes parecem ter sido de algo muito poderoso.”</p>
<p style="text-align: justify;" >“O que temos aqui é uma prova muito forte de um terremoto dramático, um acontecimento natural, que deixou uma impressão muito significativa sobre os profetas bíblicos do tempo.”</p>
<p style="text-align: justify;" >Maeir e sua equipe internacional descobriram no templo na antiga ruína, montagens de Tel Tzafit National Park, na planície costeira do sul.</p>
<p style="text-align: right;" ><em>O Verbo / Christian Post / JovemX.com / Zoenet</em></p>
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